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Advogado do Paraná é preso por lucrar R$ 700 mil com golpes de falsos investimentos, apostas e vendas pela internet; saiba como ele agia
31-12-1969 21:00

Advogado é preso por lucrar R$ 700 mil com golpes
O advogado Felipe Pereira foi preso preventivamente em Guarapuava, na região central do Paraná, suspeito de lucrar mais de R$ 713 mil aplicando golpes.
Segundo a Polícia Civil, pelo menos 19 boletins de ocorrência foram registrados contra ele. As investigações apontam que ele agia de três formas diferentes: com falsos investimentos, fazendo vendas pela internet sem entregar os produtos e prometendo retornos garantidos em plataformas de apostas e jogos de azar.
Veja detalhes mais abaixo. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp Em nota, a defesa do advogado disse que ainda não obteve acesso integral aos autos do inquérito policial e que o investigado "contribuirá com todas as informações necessárias para o completo esclarecimento dos fatos".
Leia a nota completa mais abaixo. Felipe Pereira foi detido no domingo (10), no estacionamento de um centro comercial, enquanto voltava para o carro acompanhado de outras pessoas. No momento da abordagem, ele teve o celular apreendido; agora, o aparelho passa por perícia e o conteúdo está sendo analisado pela equipe de investigação. "Em estrita observância às normas legais e prerrogativas profissionais do investigado, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada, enviando uma representante para acompanhar todo o desdobramento da ocorrência", aponta a Polícia Civil.
Felipe responde pelo crime de estelionato, praticado mediante fraude eletrônica. O g1 questionou a Polícia Penal se ele permanece detido nesta quarta-feira (13), e aguarda resposta. Leia também: Previsão do tempo: Onda de frio no Paraná começa a perder força e tem data para acabar; veja quando Taxa de R$ 25 mil? Casal de cartorários vira réu por enganar clientes com falsas taxas ao longo de 15 anos Crimes ambientais: Corte de florestas sem autorização para ampliar lavouras rende multas a fazendeiros; entenda as regras Advogado foi preso em Guarapuava Polícia Civil Como ele agia Segundo o delegado Ramon Galvão, o advogado atraía vítimas com promessas de rentabilidade financeira, anunciava aparelhos eletrônicos e realizava ofertas em plataformas de jogos.
No entanto, após o recebimento dos valores, os produtos não eram entregues e os retornos prometidos não eram realizados. Veja o que diz a Polícia Civil sobre as modalidades de golpes: falsos investimentos: o suspeito atraía vítimas com promessas de alta rentabilidade financeira, mas os valores aportados, aparentemente, não eram aplicados, resultando na perda total do capital das vítimas; jogos de azar: ele utilizava plataformas de apostas e jogos para atrair interessados, prometendo retornos garantidos que não se concretizavam; venda fictícia de celulares: ele anunciava aparelhos eletrônicos por preços atrativos e, após receber o pagamento, não realizava a entrega do produto. "Desconfie de lucros rápidos e ofertas de eletrônicos com preços muito baixos.
O estelionato muitas vezes se utiliza do senso de oportunidade para atrair vítimas.
Proteja seu patrimônio verificando sempre a identidade do vendedor e a legitimidade da plataforma de investimento antes de efetuar pagamentos", alerta a Polícia Civil. Denúncias Saiba como denunciar crimes no Paraná Denúncias sobre esta ou quaisquer outras investigações ou situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia.
Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. O que diz a defesa Veja, abaixo, a nota enviada por Nicéa Martin, que atua na defesa do investigado: "Até o presente momento, a defesa ainda não obteve acesso integral aos autos do inquérito policial, tampouco à íntegra da medida cautelar que ensejou a decretação da prisão do investigado, tendo em vista à indisponibilidade do sistema Projudi, circunstância que impede qualquer manifestação aprofundada acerca dos fatos que estão sendo apurados. Neste momento processual, inexistem elementos concretos acessíveis à defesa que permitam a realização de análise técnica detalhada sobre o conteúdo investigativo, razão pela qual eventuais conclusões precipitadas ou divulgações dissociadas dos autos poderão ocasionar prejuízos irreparáveis não apenas ao investigado, mas também à própria regularidade da persecução penal.
A defesa ressalta que o devido processo legal exige cautela, especialmente em situações que ainda se encontram sob investigação inicial e sem amplo acesso defensivo aos elementos informativos produzidos pela autoridade policial.
Tão logo seja disponibilizado acesso integral aos autos, a defesa realizará análise técnica minuciosa do procedimento investigatório e dentro dos limites legais, prestará os esclarecimentos necessários aos órgãos de imprensa e à sociedade. Por fim, ressalta-se, que o investigado contribuirá com todas as informações necessárias para o completo esclarecimento dos fatos, mantendo colaboração perante as autoridades competentes, sempre no exercício pleno de seus direitos e garantias constitucionais".
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