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Câmara cassa mandato de vereador do Paraná após ele ser preso duas vezes por suspeita de integrar esquema de falsificação de suplementos

  • 25-04-2026 10:49


  • Câmara de Cianorte cassa mandato de vereador O vereador Rafael Araújo (PL) de Cianorte, no Noroeste do Paraná, teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar após ser investigado por fabricar e vender falsos suplementos para emagrecimento.

    A decisão foi tomada nesta sexta-feira (24) durante uma sessão extraordinária na Câmara Municipal.

    Na votação, todos os vereadores da Casa estavam presentes.

    A decisão foi unânime. O advogado Thiago Chamulera, que atua na defesa de Rafael, disse que vai recorrer da decisão.

    Para ele, o julgamento foi "desproporcional" e movido "por questões políticas".

    ✅ Siga o g1 Maringá e região no WhatsApp Rafael foi eleito com 902 votos nas eleições municipais de 2024.

    Ele foi preso em outubro e em dezembro de 2025 em operações da Polícia Civil (PC-PR) que investigaram um esquema de falsificação de suplementos.

    Entenda abaixo. Vereador Rafael Araújo de Cianorte teve o mandato cassado nesta sexta-feira (24). Reprodução/ Redes Sociais Após as prisões, a Câmara de Cianorte protocolou, no dia 4 de dezembro, uma representação com o pedido de cassação do mandato de Rafael.

    A sessão de votação desta sexta durou cerca de 2h30. A Câmara de Cianorte disse que, nos próximos dias, vai informar à Justiça Federal sobre a decisão que cassou o vereador.

    A Casa de Leis também explicou que, na próxima semana, o suplente Wanderley de Paula Barbosa deverá ser convocado para assumir o cargo de Rafael.

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    Ele e o irmão dele, o empresário Rodrigo dos Santos, foram alvos da operação batizada como "Fake Fitness" da Polícia Civil (PC-PR).

    Os irmãos foram considerados suspeitos de fabricar e vender falsos suplementos para emagrecimento.

    Nos endereços deles, a polícia encontrou fábricas clandestinas, com materiais para envase, rotulagem e distribuição dos medicamentos sem autorização da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Na casa de Rafael também foi encontrada uma arma com munições, sem registro legal. Segundo a polícia, o vereador e o empresário faziam a distribuição em larga escala dos produtos, que eram apresentados como medicamentos fitoterápicos.

    A venda acontecia por meio de redes sociais e plataformas virtuais. Na época, eles tiveram a liberdade provisória concedida no mesmo dia, mas continuaram sendo investigados.

    No dia 8 de dezembro, Rafael e o irmão foram presos novamente, de forma preventiva.

    Segundo o relatório da polícia, laudos periciais comprovaram que na composição das cápsulas vendidas eram acrescentados sibutramina (inibidor de apetite de uso controlado), fluoxetina (antidepressivo de uso controlado), tadalafila (vasodilatador usado para disfunção erétil e hiperplasia prostática benigna) e cafeína em altas quantidades. Diante da situação, os dois também foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por associação criminosa, falsificação, corrupção e adulteração de produtos destinados para fins terapêuticos ou medicinais.

    O vereador também responde por posse irregular de arma de fogo. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Norte e Noroeste.

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    Fonte: G1