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Condenado por dirigir bêbado e matar idoso atropelado continua atuando como vereador em Câmara no Paraná

  • 04-03-2026 19:24


  • Vereador eleito é preso após atropelar e matar idoso em calçada no PR Um mês e meio após ser condenado por dirigir bêbado, matar um idoso atropelado e tentar fugir após o acidente, o vereador Kenny Rogers Gonçalves Anacleto continua atuando na Câmara de Guarapuava, na região central do Paraná. O homem, que politicamente é conhecido como "Kenny do Cartório", foi sentenciado a 7 anos, 5 meses e 24 dias de prisão, em regime inicial semiaberto.

    Como ganhou o direito de recorrer em liberdade, ele permanece solto. O atropelamento aconteceu em dezembro de 2024, dias antes de ele tomar posse na Câmara Municipal.

    Uma câmera de segurança que fica próxima ao local registrou o acidente.

    As imagens mostram que, após atropelar o idoso, o carro atingiu um barranco e capotou.

    Assista acima. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 PR no WhatsApp Kenny do Cartório (MDB) estava dirigindo carro que atropelou e matou idoso, segundo polícia TSE e Samu Na época do atropelamento, o político foi preso em flagrante, mas foi solto menos de 48 horas depois e respondeu a todo o processo em liberdade.

    Relembre detalhes mais abaixo. Kenny foi julgado em 22 de janeiro de 2026 e seis dias depois o Ministério Público Eleitoral enviou um ofício à Câmara de Guarapuava pedindo que o vereador fosse afastado.

    No documento, o órgão também solicitou que fosse instaurada uma comissão de ética e decoro parlamentar, visando a cassação do mandato dele. 🔎A "quebra de decoro" é toda conduta reprovável, inadequada ou incompatível com a dignidade do exercício de um parlamentar.

    O congresso nacional define o "decoro parlamentar" como os princípios e normas de conduta que orientam o comportamento do parlamentar no exercício de seu mandato. Em nota, a Câmara de Vereadores informou que encaminhou o pedido ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar nesta terça-feira, 3 de março.

    O órgão não informou porque levou mais de um mês para dar encaminhamento ao pedido.

    Veja nota completa mais abaixo. Procurado pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, o advogado Marinaldo Rattes, que atua na defesa de Kenny do Cartório, destacou que recorreu da sentença criminal e que somente é possível a perda do cargo ou da função pública mediante sentença condenatória com trânsito em julgado - ou seja, quando o caso já percorreu todas as instâncias da Justiça.

    Veja nota completa mais abaixo. O g1 também procurou o diretório municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), mas não obteve resposta. Ministério Público Eleitoral pede afastamento de vereador de Guarapuava Leia também: Veja valores e cidades: Dois bolões e três apostas simples do PR acertam a quina da Mega-Sena Flagrante: Gatos são encontrados acorrentados e feridos, e homem é preso por maus-tratos Investigação: Dentista é preso suspeito de cometer estupros em consultório e chácara Relembre o caso Acidente aconteceu no final da tarde de sábado (21) Samu O atropelamento aconteceu no final da tarde de 21 de dezembro de 2024, um sábado, na Avenida Vereador Rubem Siqueira Ribas.

    Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Kenny Rogers estava dirigindo embriagado, em alta velocidade e com a CNH cassada, quando avançou na calçada e atingiu José Maceno de Almeida, de 82 anos.

    Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Segundo relato da PM, dois delegados da Polícia Civil que estavam de folga passaram pelo local do acidente e viram o veículo capotado na pista e o idoso caído no chão. "Um homem, com vestes desarrumadas e sinais de sujeira, foi visto entrando em outro veículo próximo ao local do acidente, aparentando ser o motorista do carro capotado e tentando fugir", complementa o relatório. De acordo com a polícia, o carro no qual Kenny estava entrando para tentar fugir era o de outra vereadora da cidade.

    Ela fechou um acordo com o MP-PR para não responder criminalmente pelo caso. RELEMBRE: Vereadora de Guarapuava fecha acordo para não responder criminalmente por envolvimento em atropelamento que terminou com morte O político foi preso em flagrante ainda no sábado, e recebeu liberdade provisória na manhã de segunda-feira. Durante o processo, o advogado do vereador contestou que ele estava embriagado.

    A defesa também recorreu da sentença que condenou Kenny Rogers. "Não há provas da embriaguez ao volante; o termo de constatação apresentado pelo polícia militar, possui erros grosseiros de falsidade, tanto é verdade que a própria magistrada acolheu o pedido da defesa para abertura de inquérito policial para apurar a falsidade da assinatura no referido documento apresentado pelos milicianos.

    Portanto, partindo dessa premissa o recurso de apelação irá pautar-se no afastamento da embriaguez na condução do veículo, o que poderá alterar o quanto da pena imposta.

    Entre outras teses defensivas que não foram acolhidas pelo Juízo de primeiro grau.

    Ademais, é escorreita a decisão que concedeu o direito do acusado recorrer em liberdade da sentença condenatória", disse o advogado, após o julgamento. José Maceno de Almeida tinha 82 anos Cedida pela família Quem é o vereador Kenny Rogers Gonçalves Anacleto tem 34 anos e, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), possui ensino médio completo, é empresário e casado. Ele concorreu ao cargo de vereador de Guarapuava pelo Republicanos em 2020, quando recebeu 638 votos e ficou como suplente.

    Em 2024, se candidatou pelo MDB e se elegeu com 1.294 votos. Kenny do Cartório, como se identifica nas urnas, foi diplomado no dia 16 de dezembro de 2024 para assumir o cargo no Legislativo Municipal a partir de janeiro de 2025. Kenny do Cartório (MDB) TSE O que diz a Câmara de Guarapuava Veja, abaixo, a íntegra da nota da Câmara Municipal de Vereadores de Guarapuava: "A Mesa Executiva da Câmara de Guarapuava, no uso de suas atribuições legais e regimentais, vem a público comunicar que, na tarde desta terça-feira, dia 03 de março de 2026, foi assinado o Ato da Mesa Executiva determinando o encaminhamento de expedientes ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, para fins de apuração das condutas relacionadas ao Vereador Kenny do Cartório.

    No referido encaminhamento foram apensados os pedidos previamente apresentados à instituição, bem como a sentença condenatória de primeiro grau proferida nos autos, a fim de que todos os documentos tramitem de forma conjunta, garantindo a unidade e a eficiência da instrução processual.

    O Ato da Mesa Executiva determina, ainda, que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar proceda à devida instrução do feito e realize a análise dos elementos apresentados, em conformidade com as disposições do Regimento Interno desta Casa Legislativa e da legislação aplicável à matéria.

    O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, órgão responsável pela apreciação das questões atinentes ao decoro e à conduta dos membros do Poder Legislativo Municipal, atualmente é composto pelos seguintes parlamentares: Gilson da Ambulância; Vardinho; e Ike Silvestri. A Câmara de Guarapuava reafirma o seu compromisso com a transparência, a legalidade e o estrito cumprimento das normas que regem a conduta parlamentar, assegurando que todos os procedimentos sejam conduzidos com o devido respeito ao contraditório, à ampla defesa e aos princípios do Estado Democrático de Direito." O que diz a defesa do vereador Veja, abaixo, a íntegra da nota de Marinaldo Rattes, advogado do vereador: "Entende a defesa que, nos termos do artigo 92 do Código Penal e da jurisprudência dos Tribunais Superiores, somente é possível a perda do cargo ou da função pública mediante sentença condenatória com trânsito em julgado. No caso em debate, houve sentença condenatória, a qual impôs o regime semiaberto, de modo que o STF possui entendimento de que somente poderia haver a cassação antes do trânsito em julgado da sentença condenatória se a pena fixada fosse em regime fechado e o vereador estivesse preso, sem poder participar das sessões da legislatura. Por fim, o ofício enviado pelo Ministério Público não tem força determinativa, pois não houve decisão judicial que determinasse a perda do mandato ou a suspensão do seu exercício". Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul .


    Fonte: G1