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Homem que matou ex-esposa com 72 facadas em 1989 no Paraná é preso no Paraguai
15-04-2026 18:00

Caso Fernanda Estruzani: assassino foragido desde 1995 é preso no Paraguai
Marcos Panissa, condenado a mais de 20 anos de prisão por matar a ex-esposa Fernanda Estruzani Panissa com 72 facadas, foi preso no início da tarde desta quarta-feira (15) em Assunção, no Paraguai.
Ele era considerado foragido desde 1995 e chegou a constar na lista vermelha da Interpol.
Ainda não há informações oficiais sobre as circunstâncias da prisão, nem quando ele deve ser enviado ao Brasil.
A TV Globo apurou que ele estava sendo monitorado pelo serviço de inteligência da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad). ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp O assassinato aconteceu em Londrina, no norte do Paraná, no dia 6 de agosto de 1989.
O caso foi abordado no programa Linha Direta, da TV Globo. Marcos confessou ter cometido o crime por ciúmes, por não aceitar ver Fernanda começando um novo relacionamento.
Na época, ele tinha 23 anos.
Fernanda tinha 21. Marcos Panissa matou ex-esposa em Londrina Maurício Ferraz/TV Globo Série de julgamentos Em 1991, Marcos foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato da ex-esposa.
Houve um protesto por novo júri — recurso da defesa que permitia um novo julgamento quando a condenação fosse igual ou superior a 20 anos, mas que foi revogado em 2008. No ano seguinte, em um novo julgamento, Panissa foi condenado a 9 anos de prisão.
O Ministério Público recorreu e o júri foi anulado com base em uma composição irregular do conselho de sentença e decisão em desacordo com as provas dos autos. Enquanto isso, Panissa respondia ao processo em liberdade.
No dia marcado para o terceiro julgamento, em 1995, ele não compareceu ao tribunal, teve a prisão preventiva decretada e, desde então, estava foragido. Em 2008, uma nova sessão do Tribunal do Júri foi convocada após uma mudança na lei, que permitiu o julgamento à revelia.
Com a alteração, não é mais necessária a presença do réu em plenário do Júri para que o julgamento possa ser realizado. Naquele julgamento, ele foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão.
A pena não havia começado a ser cumprida porque ele não foi localizado. Crime que chocou Londrina completa 30 anos sem autor cumprir a pena Em 2018, a juíza Elisabeth Khater destacou no processo que, se Panissa não fosse encontrado até novembro de 2028, o crime iria prescrever e ele não poderia ser preso.
A juíza pediu, na época, para que a Interpol prorrogasse a validade do alerta na Difusão Vermelha – ferramenta de cooperação policial internacional que ajuda a localizar pessoas procuradas pela Justiça para fins de extradição. LEIA TAMBÉM: Impasse: Produtores vivem há 14 anos sob incerteza se moram em área com petróleo PMs amigos que trocaram tiros: Desabafo entre esposas deu início à confusão Árvore centenária: Oliveiras contrabandeadas seriam levadas para o interior de SP VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.
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