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Homem suspeito de inventar órgão do governo federal para aplicar golpes é preso no Paraná

  • 18-04-2026 02:08


  • Suspeito de enganar instituições há seis anos é preso no Paraná A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (17), Evandro Dal Molin, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

    Ele é suspeito de inventar um órgão federal para aplicar golpes em empresários, ONGs, prefeituras e câmaras municipais. O homem se apresentava como presidente do "Marco da Criança e do Adolescente".

    No cartão de visitas dele, constam o brasão de armas do Brasil e o nome do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

    O cargo e o órgão, porém, não existem. Para dar credibilidade à mentira, o homem publicava, nas redes sociais, fotos no Congresso Nacional, em Câmaras Municipais e ao lado de autoridades.

    Ele chegou a dar entrevistas para portais falando sobre a suposta atuação do "Marco da Criança e do Adolescente". ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Procurado pela RPC, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou que não existe "qualquer vínculo funcional, contratual ou institucional do sr.

    Evandro Luiz Dal Molin com o Ministério".

    Disse ainda que não existe, na estrutura regimental, nenhum órgão, programa ou iniciativa denominada "Marco da Criança e do Adolescente". As investigações apontam que Evandro construía relacionamentos para ter influência pública.

    A polícia descobriu também que ele cobrava valores para a liberação de verbas públicas para ONGs e outras instituições.

    Porém, as quantias nunca eram recebidas pelas vítimas. Em nome do "Marco da Criança e do Adolescente", o homem reconheceu diversos prefeitos como "Prefeito Amigo da Criança", destacando gestões que supostamente contribuíram para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a infância. Em nome do 'Marco da Criança e do Adolescente', o homem reconheceu diversos prefeitos como "Prefeito Amigo da Criança" Reprodução/Redes Sociais "O que nós vemos é uma manipulação de contexto.

    Então ele se aproveitava de eventual sessão pública, de qualquer evento político, e levava um assessor para fazer imagens dele.

    A partir disso, ele modificava o contexto daquela imagem.

    Ele fazia com que parecesse que ele de fato fosse uma autoridade convidada", detalha a delegada El Santos de Freitas Cavalcanti. Ele é investigado pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos e usurpação de função pública — quando uma pessoa finge ser servidor público e pratica atos como assinar documentos como se fossem oficiais.

    A polícia suspeita também de lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, os crimes eram cometidos, pelo menos, desde 2020, em várias cidades do Paraná e também em outros estados. Além da prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio de contas e o sequestro de bens. Durante o interrogatório, ele permaneceu em silêncio.

    A advogada de Dal Molin afirmou que não teve acesso ao processo e, por isso, optou por não se manifestar.

    Evandro Dal Molin se apresentava como presidente do 'Marco da Criança e do Adolescente', órgão que não existe Reprodução/Redes Sociais LEIA TAMBÉM: Violência: Idoso morre após vizinho o agredir com barra de ferro; bola furada motivou agressões, diz família Tragédia: Trave de futebol cai e mata criança de 3 anos durante atividade recreativa em escola Investigação: Mais mulheres denunciam médico ginecologista de 81 anos por abusos sexuais em atendimentos R$ 350 mil de prejuízo Evandro Dal Molin se apresentava como presidente do 'Marco da Criança e do Adolescente', supostamente vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania Reprodução/Redes Sociais Até esta sexta-feira, a polícia tinha ouvido cinco vítimas.

    O prejuízo delas soma cerca de R$ 350 mil.

    Há ainda a suspeita de que existem mais vítimas que ainda não procuraram a polícia. Em um dos golpes aplicados, Evandro Dal Molin prometeu à liderança de uma ONG R$ 25 mil para a realização de um evento da instituição.

    O dinheiro, porém, nunca foi enviado. "Duas semanas antes do evento, conforme ele disse que o valor estaria na conta, liguei novamente [para ele].

    Ele prometeu que, dois dias antes do evento, o dinheiro estaria na conta.

    Chegou o dia e o dinheiro não caiu na conta", relata. Outro golpe apurado pela polícia envolvia a suposta compra de carros que seriam alugados para o Governo Federal e dariam um retorno alto. "Eu ia receber uma parcela mensal de R$ 8 mil por mês de aluguel desses carros.

    Depois a gente descobriu que era tudo mentira, não existe", conta um homem que foi vítima do golpe. Advocacia-Geral da União solicitou retirada das menções ao Ministério No cartão de visitas do investigado, constam o brasão de armas do Brasil e o nome do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania Reprodução O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou que, assim que tomou conhecimento da utilização indevida das referências do órgão em páginas e materiais divulgados pelo investigado, adotou providências administrativas e encaminhou o caso à Advocacia-Geral da União (AGU). A AGU informou que solicitou a remoção de todas as publicações em que havia o Brasão de Armas ou qualquer outro símbolo ou referência à República Federativa do Brasil. Nesta sexta-feira, diversas publicações que antes estavam no perfil do homem já não estavam mais disponíveis. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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    Fonte: G1