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Incorporadora antecipa decorado em projeto de alto padrão em Curitiba
29-04-2026 08:15

No mercado imobiliário, o lançamento de um empreendimento costuma seguir um roteiro conhecido.
Primeiro vem o projeto, depois o início das obras e, apenas nas fases mais avançadas, a abertura de um apartamento decorado para visitação. Esse modelo, amplamente adotado pelo setor, responde a uma lógica prática: concentrar investimentos dentro do próprio canteiro de obras e utilizar a estrutura existente para viabilizar o espaço. Ao mesmo tempo, ele impõe limites à experiência de quem visita.
O decorado, nesses casos, surge tardiamente e, muitas vezes, em um ambiente ainda em construção, o que nem sempre favorece a compreensão completa do projeto. Foi a partir de uma leitura diferente dessa dinâmica que a Dreamis Incorporadora estruturou o lançamento do Tauá, em dezembro de 2025. Desde o início, o empreendimento passou a contar com um apartamento decorado pronto para visitação, instalado fora da obra, na sede da incorporadora, no Centro Cívico. Fachada do decorado Tauá. Daniella Araujo. A decisão, embora presente em alguns projetos de alto padrão, ainda é pouco recorrente no mercado justamente por exigir uma estrutura adicional de planejamento, investimento e execução. No caso do Tauá, o decorado foi concebido como uma representação completa de uma das tipologias do empreendimento — uma unidade de 150 metros quadrados, com três suítes e jardim suspenso — permitindo que o projeto fosse experimentado de forma antecipada, tanto em sua dimensão interna quanto na relação com o espaço e a cidade. Banheira de imersão na Suíte Máster do Decorado Tauá. Gabriela Gnoatto. Segundo o arquiteto Ismael Zanardini, diretor de incorporação da Dreamis, a escolha partiu da intenção de aproximar o público do projeto desde o primeiro momento: “O decorado não é apenas uma ferramenta de apresentação.
Ele é a forma mais direta de traduzir o que foi pensado em projeto.
Antecipar essa experiência permite que as pessoas compreendam melhor proporção, circulação e materialidade, sem depender unicamente do avanço da obra.” Mas essa decisão envolve mais do que apenas intenção. Desenvolver um decorado completo fora da obra implica em um investimento independente, além de demandar um nível maior de coordenação entre projeto, execução e apresentação. Para Daniel Pizzatto, diretor executivo da Dreamis, esse movimento está diretamente relacionado à forma como o empreendimento foi estruturado desde o início: “Antecipar o decorado é uma escolha que exige organização e segurança na condução do projeto.
É uma forma de demonstrar, na prática, o nível de clareza que temos sobre o que está sendo desenvolvido e a confiança naquilo que será entregue.” No Tauá, essa estratégia se soma a outros elementos que reforçam a consistência do empreendimento, como a curadoria técnica das especificações, a escolha dos parceiros envolvidos e a própria estruturação do projeto. O resultado é um ponto de contato concreto entre o que foi concebido e o que será construído, permitindo que o futuro morador vivencie o projeto antes mesmo do avanço da obra. Mais do que antecipar uma etapa, a decisão revela uma forma de atuar no mercado imobiliário baseada em planejamento, precisão e visão de longo prazo — em que cada escolha, do projeto à experiência de apresentação, contribui para a construção de valor que se sustenta ao longo do tempo.
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