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Justiça aceita habeas corpus e solta PM influenciador 'Sancho Loko', preso suspeito de tortura

  • 18-04-2026 03:29


  • Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, conhecido como “Sancho Loko”. Redes sociais O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) aceitou um pedido de habeas corpus e soltou nesta sexta-feira (17) o policial militar e influenciador digital Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, que se autodenomina "Sancho Loko".

    A decisão revogou a prisão preventiva e definiu medidas cautelares ao PM.

    Sancho havia sido preso no dia 7 de abril, durante uma durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), em Curitiba.

    Ele e outros dois policiais, que também foram presos na operação, são suspeitos de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.

    Segundo a investigação, os crimes foram cometidos mais de uma vez.

    ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp Na decisão, o juiz determinou que Sancho não poderá sair de casa durante a noite e aos fins de semana, quando não estiver escalado para o trabalho.

    Ele também não poderá sair da cidade por mais de sete dias e deverá se apresentar mensalmente em Juízo.

    Caso Sancho descumpra alguma das determinações, ele poderá ser preso novamente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O advogado Claudio Dalledone, que atua na defesa de Sancho, se manifestou dizendo que a concessão da liminar "retrata a seriedade e compromisso da Justiça Paranaense”. Sancho Loko tem cerca de 270 mil seguidores em uma rede social, onde compartilha a rotina do trabalho como policial militar, com participação em ocorrências e operações. Leia também: Floresta: Trabalhador agrícola que desapareceu no PR foi visto pela última vez em hotel Receita Federal: Operação desarticula grupo que vendia eletrônicos do Paraguai com notas fiscais falsas pelo Mercado Livre Cárcere privado: Sócia e funcionários de clínica de reabilitação no PR são presos suspeitos de torturar pacientes Sancho foi preso com outros dois policiais Durante a operação do Gaeco, foram cumpridos quatro mandados, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PM-PR) — três deles em residências dos investigados e um na unidade militar onde atuam, na capital paranaense.

    Durante as buscas, foram apreendidos celulares e outros dispositivos de armazenamento eletrônico, que podem auxiliar na apuração dos fatos, segundo o Gaeco.

    Os outros dois policiais foram identificados como Pablo Costa Furtado e Hilaro Keyser Cerqueira Santos.

    Os dois tiveram liberdade provisória concedida, mas com aplicação de medidas cautelares.

    O g1 tenta identificar a defesa deles. Nas casas dos dois policiais, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie.

    Na unidade da PM, em armários sem identificação, foram localizados simulacros (réplicas) de arma de fogo, munições irregulares e porções de drogas, como maconha, crack e cocaína. O advogado de Sancho, afirmou que Sancho foi preso em flagrante por estar em posse de duas granadas de efeito moral e que, segundo ele, não "apresentam letalidade nenhuma".

    O advogado afirmou ainda que foram encontradas munições compatíveis com o calibre das armas utilizadas por Sancho como instrutor de tiro.

    Disse ainda que a prisão preventiva foi decretada pela Justiça, em uma decisão que considera “descabida”. O que diz a PM Em nota, a Polícia Militar informou que prestou apoio à operação por meio da Corregedoria-Geral e confirmou que a ação apura desvios de conduta supostamente cometidos durante abordagens policiais, em Curitiba. "Durante as diligências, foram constatadas irregularidades", diz a nota. A PM informou ainda que será instaurado procedimento administrativo para apuração dos fatos e reforçou que não compactua com condutas que violem os princípios e normas da instituição, destacando o compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Veja mais notícias em g1 Paraná.

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    Fonte: G1