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Morre Arlete Caramês, símbolo na busca por desaparecidos após sumiço do filho em 1991; Guilherme Tiburtius nunca foi encontrado

  • 25-03-2026 17:14


  • Morre a ex-deputada estadual e ex-vereadora Arlete Caramês, mãe do Guilherme Sem nunca descobrir o paradeiro do filho, morreu nesta terça-feira (24) Arlete Caramês, aos 82 anos.

    Ela era mãe de Guilherme Caramês Tiburtius, que desapareceu em julho de 1991, aos 8 anos de idade, enquanto brincava de bicicleta no bairro Jardim Social, em Curitiba.

    O caso nunca foi solucionado. Depois do sumiço do filho, Arlete incansavelmente dedicou a vida para reencontrá-lo.

    ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Em 1992, Arlete fundou o Movimento Nacional da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar), uma ONG voltada à prevenção e à localização de crianças desaparecidas que a tornou reconhecida nacionalmente.

    Durante a jornada, ajudou outras famílias a encontrarem as próprias crianças perdidas e transformou a dor em causa. O ativismo contribuiu para a criação, em 1995, do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas do Paraná (Sicride), que permanece em atividade até os dias de hoje.

    Segundo a Polícia Civil do Paraná, o Sicride é a primeira e única estrutura do Brasil dedicada exclusivamente ao desaparecimento de crianças e adolescentes. Foi pelas mãos de Arlete que uma lei de 2005 alterou a redação do Estatuto da Criança e Adolescente para garantir que buscas imediatas ocorram logo depois que desaparecimentos de crianças sejam informados para as autoridades competentes, sem a necessidade de se aguardar 24 horas para que comecem. A lei também define que os órgãos competentes devem comunicar o fato aos portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e companhias de transporte interestaduais e internacionais, fornecendo-lhes todos os dados necessários à identificação do desaparecido. Sem saber o paradeiro do filho, morre Arlete Caramês Alep LEIA TAMBÉM: Violência: Homem é procurado por morte de mulher em bar; controle remoto teria motivado crime Crime: Esposa recebe ligação com pedido de ajuda de marido e consegue salvá-lo de sequestro Previsão do tempo: Paraná recebe três novos alertas de tempestades e chuvas intensas com ventos de até 100 km/h Trajetória política Nos anos 2000, foi eleita como vereadora de Curitiba com 14.160 votos, a segunda maior votação daquele pleito.

    Durante o mandato na Câmara Municipal, apresentou diversas propostas de lei voltadas à infância e à proteção das crianças.

    Entre elas, algumas que não foram aprovadas, mas que refletem o compromisso dela com a causa, como sugestão de divulgação de pessoas desaparecidas no site da Prefeitura de Curitiba, ficha para identificação de crianças em hotéis e a exigência de carteira de identidade na matrícula escolar.

    Em 2002, Arlete foi eleita deputada estadual, com 22.736 votos, e assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná.

    Lá, manteve como prioridade a defesa das crianças e o apoio às famílias atingidas por desaparecimentos, transformando a dor pessoal em ação pública permanente. O desaparecimento de Guilherme Caramês Tiburtius Guilherme Caramês Tiburtius desapareceu em uma época em que o Paraná lidava com uma onda de desaparecimentos de crianças Reprodução Guilherme Caramês Tiburtius desapareceu em uma época em que o Paraná lidava com uma onda de desaparecimentos de crianças.

    No dia em que foi visto pela última vez, Arlete se despediu do filho pela manhã, enquanto ele ainda dormia, e foi trabalhar. Durante a manhã, o menino ficou assistido pela avó e andou de bicicleta pela rua, algo comum na rotina.

    Ele ligou para a mãe pedindo para usar um dinheiro, que estava guardado, para comprar um coelho, o que foi autorizado por ela. Por volta das 12h, a avó chamou Guilherme para almoçar e se preparar para ir para a escola.

    O menino pediu para dar uma última volta de bicicleta, o que foi autorizado pela avó.

    Cerca de meia hora depois, os familiares notaram o sumiço da criança e imediatamente acionaram a Polícia Militar. A corporação procurou nos arredores e vasculhou, inclusive, um rio perto da residência.

    No entanto, nenhuma pista foi encontrada.

    Guilherme, nem a bicicleta com a qual ele brincava, nunca foram encontrados. Leia mais notícias no g1 Paraná.

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    Fonte: G1