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Polilaminina: atleta tetraplégico do Paraná aplica composto que 'trendou' com resultado positivo de recuperação motora

  • 23-02-2026 19:37


  • Atleta passa por procedimento com polilaminina em Foz do Iguaçu O tratamento de lesões na medula por meio da polilaminina, composto recriado pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio a partir de uma proteína produzida no corpo humano, representa esperança para o paranaense William Carboni Kerber, de 27 anos. Ele foi um dos poucos pacientes autorizados, até o momento, a receber o composto, que está em fase de testes.

    A cirurgia dele aconteceu no último sábado (21), em Foz do Iguaçu, oeste do estado. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp William, natural de Palotina, é tetraplégico, ou seja, vive sem os movimentos do pescoço para baixo.

    Em 2025, ele sofreu fraturas na coluna torácica e lesões na medula espinhal após um grave acidente automobilístico.

    À época, ele jogava na equipe do Suzano Vôlei (SP). ➡️ A polilaminina é um composto recriado em laboratório a partir da laminina, proteína produzida no corpo humano, especialmente durante o desenvolvimento embrionário, período em que exerce papel fundamental na organização dos tecidos e no crescimento celular. Antes do acidente, William Carboni Kerber era atleta de alto rendimento Arquivo pessoal A cirurgia, conduzida pelos neurocirurgiões Bruno Cortes e João Elias El Sarraf e o pesquisador médico Artur Luiz, foi bem-sucedida.

    À RPC, afiliada a TV Globo no Paraná, o atleta compartilhou o sentimento após receber o tratamento. "É inexplicável.

    Uma coisa que estava distante de nós e hoje está se tornando realidade.

    Isso é gratificante demais.

    Eu, como já joguei em Foz, retornar à cidade por uma causa tão importante, tão boa, é bacana demais", relata.

    Os profissionais que realizam a aplicação da polilaminina integram o núcleo de pesquisa sobre a substância, liderado por Tatiana Sampaio.

    Um mês antes, a mesma equipe também se deslocou até Londrina para atender uma paranaense de 53 anos.

    A aplicação da polilaminina é feita por neurocirurgiões que viajam o Brasil. Reprodução/RPC Saiba mais Polilaminina: a substância que reconecta a medula Entenda o que a substância pode fazer e o que ainda não se sabe A pesquisa e o potencial do composto Rede de lamininas funciona como ponte para a recuperação dos axônios.

    Reprodução/TV Globo A pesquisa, iniciada há mais de 30 anos e comandada por Tatiana Sampaio na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriu a possibilidade de criar, em laboratório, uma rede de lamininas, proteínas que "dirigem" o crescimento celular.

    A pesquisa mostrou que há indícios de que ela pode ajudar na regeneração em casos de lesão medular aguda, que é aquela que acontece logo após o trauma na região.

    Apesar de representar esperança, ela ainda não é uma certeza. No ano passado, a equipe de Sampaio divulgou os resultados de um estudo preliminar — que não teve revisão por pares, ou seja, por especialistas independentes — com oito pacientes.

    Alguns tiveram evolução, enquanto outros apresentaram recuperação significativa dos movimentos.

    Neste estudo, a taxa de recuperação motora do tratamento foi de 75%.

    Esse número é considerado histórico.

    Atualmente, por conta da repercussão do estudo, pacientes e familiares de pessoas com lesão medular acionaram a Justiça para ter acesso à substância.

    Segundo o laboratório Cristália, as aplicações realizadas não fazem parte de um ensaio clínico formal.

    Ou seja, os pacientes recebem a polilaminina, mas não são acompanhados dentro de um protocolo estruturado de pesquisa. A Anvisa aprovou o início de um estudo clínico oficial para o próximo mês.

    Se as três fases de testes forem bem-sucedidas, a polilaminina poderá estar disponível em até cinco anos.

    Perguntas e respostas: o que se sabe sobre a polilaminina O que a polilaminina pode realmente fazer? Como a substância funciona no corpo? Se não está aprovada, por que você está vendo pessoas usando a polilaminina nas redes? E a patente do produto? Até onde o que já se sabe justifica o uso da substância como está sendo feito? VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias do estado no g1 Paraná.

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    Fonte: G1