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Presidente de Câmara no PR foge durante tentativa de prisão por descumprir medida protetiva contra ex-mulher
31-12-1969 21:00

Polícia procura presidente da Câmara de Xambrê após fuga durante cumprimento de mandado
Ademir Leite da Silva (PL), presidente da Câmara de Xambrê, no noroeste do Paraná, é considerado foragido há uma semana.
Em 7 de maio, ele fugiu enquanto policiais tentavam prendê-lo por descumprir uma medida protetiva contra a ex-mulher.
Na ocasião, o vereador chegou a gravar um vídeo para o advogado dele em que mostra a chegada e a abordagem dos policiais.
Nas imagens, ele diz que iria até o interior da casa para colocar o tênis, mas desapareceu logo depois.
Assista acima. ✅ Siga o g1 Maringá e Região no WhatsApp O descumprimento da medida protetiva contra a ex-esposa, de 27 anos, aconteceu no dia 1º de maio, segundo a Policia Civil (PC-PR). O g1 entrou em contato com o delegado Antônio Romeiro, que disse não poder informar de que forma Ademir descumpriu a ordem judicial porque o caso está sob sigilo.
A defesa de Ademir disse que "não pretende impedir a apuração dos fatos", mas "busca garantir que ele possa exercer sua defesa dentro da legalidade".
Contudo, não respondeu se o vereador vai ou não se entregar.
Veja abaixo a nota na íntegra.
Presidente da Câmara de Xambrê, Ademir Leite da Silva, está foragido. Reprodução/ Câmara de Xambrê Segundo a Polícia Civil, Ademir, que tem 53 anos, fugiu pelos fundos da casa.
As equipes estão realizando diligências para encontrar o vereador.
Ademir foi eleito a vereador com 262 votos nas eleições municipais de 2024.
Na segunda-feira (11), a Câmara de Xambrê disse que não foi notificada oficialmente sobre o mandado de prisão contra o vereador.
Também informou que Ademir não compareceu à sessão na data.
Nesta quinta-feira (14), o g1 tentou contato novamente com a Câmara, que não atendeu às ligações.
O PL foi procurado pelo g1, e disse que, diante do caso, vai iniciar o processo de expulsão do parlamentar do partido. "Diante da gravidade dos fatos imputados ao vereador Ademir Leite da Silva, o Partido Liberal no Paraná informa que, além de repudiar com veemência toda forma de violência contra a mulher, também dará início ao processo de expulsão do parlamentar dos quadros do PL".
Leia também: Investigação: música sobre traição causou 'clima de tensão' com marido antes de mãe e filha morrerem Veja quando: onda de frio no Paraná começa a perder força e tem data para acabar Primas desaparecidas no Paraná: duplo homicídio é a principal linha de investigação do caso, diz delegado Posicionamento da defesa A defesa de Ademir Leite da Silva esclarece que acompanha o caso com absoluta responsabilidade, respeito às instituições, à vítima, ao Poder Judiciário e à autoridade policial.
Desde o primeiro momento em que tomou conhecimento da existência de uma possível ordem de prisão, a defesa buscou atuar exclusivamente pelos meios legais, com a finalidade de ter acesso aos autos, compreender os fundamentos da decisão e adotar as providências jurídicas cabíveis.
É importante registrar que a tentativa de cumprimento do mandado ocorreu em período noturno, próximo da meia-noite, na residência do investigado.
Na manhã seguinte, sexta-feira, a defesa compareceu à Delegacia de Polícia a fim de entender o ocorrido e foi informada de que havia oitiva designada para o mesmo dia, às 14h.
Contudo, até aquele momento, os advogados ainda não tinham acesso integral ao procedimento, o que inviabilizava qualquer orientação técnica adequada ao investigado, especialmente diante da existência de notícia de mandado de prisão preventiva.
Por essa razão, a defesa requereu formalmente o acesso aos autos e a redesignação da oitiva, a fim de preservar o direito de defesa, o contraditório, o direito ao silêncio e a assistência técnica efetiva.
Inicialmente, foi franqueado acesso apenas ao inquérito policial, sem disponibilização da cautelar em que foi decretada a prisão preventiva e sem acesso à própria decisão que fundamentou a ordem prisional.
A defesa somente conseguiu acesso mais amplo após atuação e intervenção da Comissão de Prerrogativas da OAB/PR – Subseção de Umuarama, circunstância que demonstra a dificuldade concreta enfrentada para o exercício regular da defesa técnica.
O acesso à decisão que decretou a prisão preventiva e às peças da cautelar somente foi liberado no final da tarde de sexta-feira, por volta das 17h45, quando já não havia tempo útil para análise integral do caso e formulação de medida defensiva durante o expediente forense regular.
A defesa reforça que não atua como órgão de captura.
O dever do advogado é assegurar que qualquer medida adotada contra o investigado observe a Constituição Federal, o Código de Processo Penal, as prerrogativas da advocacia e as garantias fundamentais de todo cidadão submetido a uma investigação criminal.
Também é necessário pontuar que o caso possui elementos processuais relevantes que devem ser analisados tecnicamente pelo Poder Judiciário, sem prejulgamentos e sem exposição indevida das pessoas envolvidas.
Há informações públicas, inclusive já mencionadas pela representante da vítima, sobre pedido relacionado à retirada da medida protetiva, tema que deve ser tratado com cautela nos autos e não por julgamento antecipado pela imprensa.
A defesa não pretende impedir a apuração dos fatos.
Ao contrário, busca apenas garantir que o Sr.
Ademir possa exercer sua defesa dentro da legalidade, com acesso aos autos, assistência técnica adequada e preservação de seus direitos constitucionais.
Por fim, a defesa reafirma seu respeito ao Poder Judiciário, à Polícia Civil, ao Ministério Público, à vítima e à sociedade, mas ressalta que a gravidade de qualquer acusação não afasta a necessidade de observância do devido processo legal.
O caso deve ser apurado com seriedade, responsabilidade e equilíbrio, sem espetacularização e sem antecipação de culpa.
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