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Vacinar é um gesto de amor com seu pet
17-02-2026 19:41

As doenças infecciosas estão entre as principais causas de morte de cães e gatos, ainda mais entre filhotes e animais que não foram vacinados.
Nos cães, as mais comuns são a cinomose e a parvovirose.
Já entre os gatos, a grande vilã é a Felv (leucemia viral felina), embora existam muitas outras enfermidades contagiosas que também preocupam. Segundo o médico-veterinário e responsável técnico da Clínica Escola de Medicina Veterinária do UniCuritiba, Luís Felipe Kühl, a vacinação é a forma mais eficaz de proteger os pets contra essas doenças.
Aliada a um acompanhamento veterinário regular, ela pode reduzir significativamente a mortalidade e garantir uma vida mais longa e saudável aos animais. “Mesmo com os avanços da medicina veterinária, milhares de cães e gatos ainda morrem todos os anos no Brasil por doenças que poderiam ser evitadas com a vacinação”, alerta o professor do curso de Medicina Veterinária do UniCuritiba. A falta de informação dos responsáveis e o acesso limitado a cuidados básicos são fatores que agravam o problema.
A parvovirose, por exemplo, é altamente contagiosa e pode ser fatal para os animais, respondendo por quase metade das mortes de cães não vacinados nos primeiros meses de vida. A cinomose também preocupa: é uma das doenças mais graves e apresenta taxa de letalidade ainda maior quando não tratada.
Mesmo nos casos em que o animal sobrevive, as sequelas podem ser permanentes e comprometer sua qualidade de vida.
Entre os gatos, além da leucemia viral, a rinotraqueíte também se configura como uma ameaça silenciosa e muito presente na rotina.
"A vacinação é uma forma eficaz de prevenção de doenças.
O problema é que infelizmente e muitas vezes, esse cuidado acaba ficando de lado e a busca por suporte veterinário acontece apenas quando o animal já está em estágio mais crítico”, comenta o professor. Ele diz que a função preventiva da vacina acaba sendo simples e de baixo custo quando comparada ao atendimento veterinário de urgência, caso o animal fique doente.
“Nesses casos, além da consulta, podem ser necessários exames, medicamentos, internação e, em alguns casos, até mesmo a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pode ser indicada.
O tratamento pode ser longo, oneroso e com prognósticos menos favoráveis”. Campanhas públicas de vacinação gratuita contra a raiva, por exemplo, são comuns em algumas cidades, mas outras imunizações essenciais ficam de fora do radar de muitas famílias.
“Apesar das dificuldades, vacinar será sempre mais seguro e menos oneroso”, afirma o professor do UniCuritiba. Os protocolos, continua Luís Felipe, devem ser individualizados, pois existem orientações que podem variar de acordo com a idade, espécie, estilo de vida e condição de saúde dos animais. Para ajudar os responsáveis a organizarem o esquema vacinal de seus pets, o professor lista as principais vacinas para cães e gatos.
“Vacinar é um gesto de amor e de responsabilidade”, diz. Para cães Polivalente: conhecida popularmente como V8 ou V10, ela é essencial e protege contra diversas doenças, incluindo cinomose, parvovirose, leptospirose, entre outras.
Ela pode ser aplicada a partir dos 42 dias de vida e, geralmente, requer três a quatro doses com intervalos de 21 a 28 dias e que devem ser completadas depois de quatro meses de idade.
Após essa fase inicial, o reforço tende a ser anual.
Também existe a vacina bivalente, que oferece proteção contra cinomose e parvovirose.
Ela pode ser administrada a partir dos 28 dias de vida, ou seja, já na quarta semana de vida do filhote. Antirrábica: obrigatória em muitas regiões e situações.
Deve ser aplicada em dose única a partir dos 4 meses de idade, com reforço anual para garantir a proteção contínua.
Em algumas circunstâncias, pode ser indicado ou solicitado testes específicos para confirmação da imunidade.
Vacina contra o Complexo Respiratório Canino (Tosse dos Canis): recomendada para auxiliar na imunidade contra doenças respiratórias.
É especialmente indicada para cães que frequentam creches, hotéis, parques ou ambientes com grande circulação de animais. Para Gatos Polivalente: é essencial para a prevenção de doenças comuns nos felinos e está disponível em diferentes versões: a V3 protege contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose; a V4 inclui também a clamidiose, e a V5 oferece proteção adicional contra a Leucemia Viral Felina (FeLV). O protocolo vacinal deve ser iniciado ainda nos primeiros meses de vida, com a dose final aplicada após os quatro meses de idade e com o reforço anual.
Além disso, existe uma vacina individual contra a Leucemia Viral Felina, que pode ser indicada conforme individualidade do paciente e acompanhamento do profissional veterinário de confiança. Antirrábica: assim como em cães, é obrigatória e requer dose anual. Atendimento veterinário e vacinação no UniCuritiba O UniCuritiba mantém uma Clínica Escola de Medicina Veterinária aberta à comunidade.
Com capacidade para 150 atendimentos mensais, o local oferece consultas, vacinas, exames e demais procedimentos clínicos e cirúrgicos. A clínica fica na rua Dr.
Pamphilo D'Assumpção, em frente ao número 93, no bairro Rebouças (lateral da rua Chile, 1.678, no Campus Milton Viana).
Os atendimentos são realizados de segunda-feira a sexta-feira, em horário comercial, mediante agendamento pelo telefone (41) 99979-4767.
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