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Vereador de Curitiba acusado por 'rachadinha' se emociona em depoimento e diz que dinheiro era de 'empréstimo'

  • 11-06-2026 14:30


  • Justiça aceita denúncia contra vereador de Curitiba Lórens Nogueira (PP) Depois de ter sido flagrado em um vídeo recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma funcionária, o vereador de Curitiba Lórens Nogueira (PP) se emocionou durante o depoimento ao Ministério Público do Paraná e negou o crime de "rachadinha".

    Ele alegou que o valor era referente a um empréstimo de R$ 12 mil feito em dinheiro vivo.

    "Eu, Lórens, fiz um empréstimo para ela, passei um valor para ela, e, desde então, eu venho sim cobrando, porque eu emprestei na amizade, por conhecer a família, por conhecer ela, então é alguém em quem a gente confia.

    Eu fiz um aporte de empréstimo para ela e, desde então, tenho cobrado constantemente para que ela me retorne esse valor", afirmou. ➡️ “Rachadinha” é o termo usado para descrever um esquema ilegal em que servidores comissionados ou assessores de gabinetes públicos são obrigados a devolver parte dos salários para políticos ou superiores. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Nesta quarta-feira (10), o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) aceitou a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, contra o vereador.

    Com isso, ele se tornou réu pelo crime de concussão – quando um funcionário público exige, para si ou para outro, vantagem indevida, em razão da função. Os advogados do vereador informaram que ainda não foram notificados da decisão e que, assim que tomarem conhecimento dela, vão se manifestar. Natural de Curitiba, Lórens foi eleito vereador da capital pela primeira vez nas eleições de 2024, com 4.727 votos. LEIA TAMBÉM: Caso do suposto OVNI do Mayk Leão: Polícia investiga morte de cabra do influenciador, violação de propriedade e ameaça 'Sobreviveu para lutar contra esses protocolos': Mãe de advogada que salvou família em incêndio desabafa após ofensas à filha Estradas: Após novo laudo, Justiça determina reabertura da investigação sobre deslizamento que matou duas pessoas na BR-376, em Guaratuba Pedido de afastamento Na denúncia, o Ministério Público do Paraná pediu o afastamento de Lórens do cargo de vereador.

    A Justiça deu um prazo de 10 dias para que a defesa dele se manifeste.

    Depois disso, deverá decidir sobre o afastamento. No fim de maio, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) admitiu a representação por quebra de decoro parlamentar apresentada contra o vereador.

    O processo serve para apurar as denúncias de "rachadinha" no gabinete do parlamentar e pode, ou não, resultar na cassação do mandato do vereador. A abertura do processo na Câmara aconteceu um dia depois de o parlamentar ser alvo de uma operação do Gaeco.

    As imagens foram exibidas no telão do plenário durante a sessão da CMC, antes da chegada de Lórens.

    Quando ele ocupou a cadeira, permaneceu em silêncio e também não falou com a imprensa que acompanhava a sessão. Até então, Lórens ocupava o cargo de presidente do Conselho de Ética da Câmara de Curitiba.

    Após a repercussão do caso, ele pediu para deixar o Conselho. No fim de maio, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) admitiu a representação por quebra de decoro parlamentar apresentada contra o vereador Divulgação/Câmara Municipal de Curitiba Dinheiro vivo apreendido durante operação A operação do Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao vereador.

    Em um deles, a equipe encontrou uma mala com cerca de R$ 70 mil em dinheiro vivo e uma mochila com R$ 12 mil em envelopes. No depoimento ao MP, o vereador afirmou que o dinheiro é fruto de economias que faz há tempos, já que atua como assessor político desde 2015. Gaeco encontrou duas malas com grande quantia de dinheiro em operação MPPR Servidora prestou depoimento Servidora diz que fez empréstimo para entregar dinheiro ao vereador Lórens Nogueira A servidora que relatou ter repassado parte do salário ao vereador afirmou, em depoimento ao MP, que chegou a pedir ajuda financeira da família e até a fazer um empréstimo para conseguir entregar o dinheiro exigido pelo parlamentar.

    Assista acima. O g1 não vai identificar a testemunha. "O meu último salário acabou que o banco bloqueou, e eu não tinha realmente de onde tirar essa parte de dinheiro para entregar para ele.

    Me senti pressionada [...] Eu tinha prazo de dois dias para arrumar o valor, que era aproximadamente R$ 6 mil", contou. A servidora também disse que precisava participar de eventos promovidos pelo instituto presidido por Nogueira, inclusive aos fins de semana e feriados. “Você trabalha das 7h às 19h.

    [...] Não ganha meio de locomoção, vale-transporte ou gasolina, alimentação.

    Às vezes tem uma alimentação que ele dá lá mesmo, mas muitas vezes a gente acaba tendo que tirar de recurso próprio", disse. Os investigadores apontam que o caso da servidora não era o único e suspeitam que o esquema funcionava desde o início do mandato do vereador, envolvendo todos os 12 servidores nomeados por ele.

    Segundo o Ministério Público, em alguns casos, os funcionários tinham que repassar mais da metade dos salários ao parlamentar. Vereador investigado por 'rachadinha' aparece contando as notas de dinheiro em vídeo. Reprodução VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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    Fonte: G1